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Prova IF-PI - 2026 - IF-PI - Professor EBTT - Disciplinas Pedagógicas

20 questões encontradas · página 2 de 2

Maria da Graça Mizukami, em "Aprendizagem da docência: algumas contribuições de L.S.Shulman (2004)", reforça que os cursos de formação inicial, quer seja na modalidade presencial ou a distância, precisam garantir que os elementos da “base de conhecimento para o ensino” propostos por Shulman (1987) sejam parte dessa formação. Ele identificou sete conhecimentos-base para a docência: a) o conhecimento do conteúdo que será objeto de ensino; b) o conhecimento pedagógico geral, com especial referência aos princípios e estratégias mais abrangentes de gestão e organização da sala de aula; c) o conhecimento do currículo; d) o conhecimento pedagógico do conteúdo; e) o conhecimento dos aprendizes e suas características; f) o conhecimento dos contextos educacionais, que engloba desde o funcionamento do grupo ou da sala de aula, passando pela gestão e financiamento dos sistemas educacionais, até as características das comunidades e suas culturas; e, por fim, g) o conhecimento dos fins, propósitos e valores da Educação, bem como de sua base histórica e filosófica. Lee Shulman foi pioneiro nas pesquisas sobre o conhecimento profissional do professor, estudando o processo ensino-aprendizagem, as bases do conhecimento para a docência, a formação de professores, a instrução psicológica no ensino de Ciências, Matemática e Medicina, a lógica da pesquisa educacional e a qualidade do ensino da Educação Superior.
Com base nessas premissas, analise os itens a seguir, e assinale a alternativa que discorre CORRETAMENTE sobre a base do conhecimento pedagógico do conteúdo, proposto por Shulman.
I. Diz respeito à compreensão, por parte da gestão escolar, daquilo que facilita ou dificulta o aprendizado de um conteúdo em específico, além das concepções corretas e errôneas dos alunos e suas implicações para a aprendizagem.
II. É relativo ao amálgama específico de conteúdo e pedagogia, que é de domínio exclusivo dos(as) docentes.
III. É o conhecimento que traz a intersecção do conteúdo e da pedagogia na compreensão, por exemplo, de como tópicos particulares, problemas ou assuntos são organizados, representados e adaptados aos interesses e às diversas habilidades dos aprendizes, nas situações de ensino.
IV. É o conhecimento que menos provavelmente diferencia o entendimento de um especialista daquele de um professor, logo, não pode ser considerado nuclear. Mas congrega o conhecimento dos alunos e de sua aprendizagem, bem como as habilidades relacionadas à gestão da sala de aula e ao conhecimento do currículo, tanto horizontal quanto verticalmente.
V. É o conhecimento acerca dos materiais curriculares disponíveis para o ensino de um assunto particular e as relações que mantém com os demais. Esse conhecimento permite ao professor preparar e organizar o conteúdo a ser ensinado à luz das particularidades do contexto de ensino e da aprendizagem.
A alternativa CORRETA corresponde ao(s) item(ns):

Para Boscarioli e Bastos (2020, p.02) as Dimensões da Competência Profissional Docente se estruturam a partir de três dimensões:

• CONHECIMENTO PROFISSIONAL: Conhecimentos específicos, porém, vinculados à prática. Conhecimentos da área, da etapa e do componente curricular. Conhecimentos que propiciem uma atuação autônoma do professor.

• PRÁTICA PROFISSIONAL: Sequências didáticas, progressão e complexidade de conteúdos abordados, experiências práticas, planejamento reverso, metodologias inovadoras e aprendizagem ativa. Estratégias de ensino e um conhecimento pedagógico do conteúdo, proporcionando experiências de aprendizagem aos alunos.

• ENGAJAMENTO PROFISSIONAL: Compromisso do professor com os alunos, pares, gestores, comunidade escolar e os demais atores do sistema educacional. Pressupõe o desenvolvimento pessoal e profissional, o compromisso com a aprendizagem e desenvolvimento do estudante e a interação com colegas, atores educacionais, comunidade e sociedade.

BOSCARIOLI, Clodis; BASTOS, Thais B. M. C. Framework Competências Digitais para Professores. Paraná, Fev. 2020. Folheto, p.02.

Considerando a articulação dessas competências e a mobilização de diferentes habilidades na atuação profissional é possível afirmar que as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) são recursos para a aprendizagem imersa numa cultura digital. Porém, esta ferramenta depende do talento do professor, do interesse do aluno e do envolvimento da família e da comunidade escolar. As competências docentes são direcionamentos para que professores possam se apoiar ao pensar em seu desenvolvimento profissional.

Sobre as competências docentes, analise as afirmativas a seguir:

I. A competência “Compreender o contexto e a promoção do uso ético, seguro e responsável das TDIC” exige conhecer e compreender o que significa segurança, responsabilidade e princípios éticos digitais, entender os processos de comunicação digital, interação e compartilhamento de informações, sem contudo promover condições para estimular na comunidade escolar o uso seguro, ético e responsável das TDIC.

II. A competência “Desenvolver as habilidades dos estudantes em TDIC” requer a capacidade de planejar atividades em TDIC que permitam conduzir e refletir sobre seu uso, bem como orientar os alunos nos processos de busca, manipulação e utilização adequada e responsável.

III. A competência “Compreender a colaboração das TDIC na comunicação, processos avaliativos e de gestão da sala de aula” impõe conhecer, compreender e utilizar as TDIC nos processos avaliativos, com o objetivo de melhorar a gestão, a validade, a confiabilidade e a eficiência das diversas abordagens de avaliação, bem como relatórios e registros de atividades, identificando dados e informações relevantes aos processos de aprendizagem.

Sobre os itens I, II e III é CORRETO afirmar:

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Recursos educacionais abertos (REA) é um movimento internacional impulsionado pela Internet que tem como objetivo promover o acesso, uso e reuso de bens digitais educacionais comuns, definição formal construída em colaboração com a comunidade REA no Brasil e adotada pela UNESCO. Os REA, portanto, são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia que estão sob domínio público ou tem uma licença autoral aberta, permitindo que tais recursos sejam acessados, utilizados, adaptados e redistribuídos por terceiros. 
SOUSA, Henderson Tavares de; MARQUES, Luciana Maria Estevam (Org.). Tecnologias educacionais: aplicações e possibilidades. Ponta Grossa - PR: Atena, 2024. 

Sobre os REA é INCORRETO.

As metodologias ativas são abordagens pedagógicas que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem, incentivando sua participação ativa, reflexão, colaboração e construção do conhecimento. Em vez de uma abordagem tradicional, em que o professor é o transmissor do conhecimento e os alunos são receptores passivos, as metodologias ativas envolvem os alunos de maneira mais ativa e engajada. Isso pode incluir estratégias como aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem cooperativa, sala de aula invertida, resolução de problemas, debates, estudos de caso, entre outros.
BACICH, Lilian; Moran, José Manuel (Org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre; Penso, 2018.

A relação entre metodologias ativas e tecnologias em educação pode ser analisada como complementar, estratégica e mediadora pois as tecnologias potencializam, viabilizam e ampliam as práticas pedagógicas centradas no aluno. As metodologias ativas exigem pesquisa, interação autoria e resolução de problemas, enquanto as tecnologias digitais oferecem ambientes, ferramentas e recursos que tornam essas práticas possíveis.
São ambientes, ferramentas, recursos que favorecem a articulação entre tecnologias educacionais e metodologias ativas, EXCETO.

“Nos Estados Unidos, o multiculturalismo originou-se exatamente como uma questão educacional ou curricular. Os grupos culturais subordinados - as mulheres, os negros, as mulheres e os homens homossexuais - iniciaram uma forte crítica àquilo que consideravam como o cânon literário, estético e científico do currículo universitário tradicional. Eles caracterizavam esse cânon como a expressão do privilégio da cultura branca, masculina, europeia, heterossexual. O cânon do currículo universitário fazia passar por "cultura comum" uma cultura bastante particular - a cultura do grupo culturalmente e socialmente dominante. Na perspectiva dos grupos culturais dominados, o currículo universitário deveria incluir uma amostra que fosse mais representativa das contribuições das diversas culturas subordinadas”.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 89. 
Sobre as teorias de currículo pós-críticos, analise as afirmativas estabelecendo (V) VERDADEIRO ou (F) FALSO, em seguida assinale a única alternativa que apresenta a ordem CORRETA, de cima para baixo.
(  ) Os currículos pós-críticos deslocam o foco da emancipação social que eram próprias das teorias críticas para analise de problemas relacionados a identidades, discursos, relações de poder, entendendo o currículo como espaço de produção de sentidos e subjetividades.
(  ) Em uma perspectiva pós-critica o currículo é um artefato social, histórico e cultural, neutro e universal.
(  ) O currículo pós-critico reproduz e regulamenta identidades sociais como de gênero, de raça, etnia, sexualidade, classe, cultura entendidas como construções discursivas.
(  ) O currículo pós-crítico valoriza a diferença, a diversidade, a pluralidade de vozes e saberes.

A Lei nº 15.344 de 2026 que institui a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica — Mais Professores para o Brasil, diz respeito a uma política que estabelece ações para atrair estudantes para a atividade docente e motivar a permanência deles nos cursos, reduzindo a evasão. Desta forma, analise as afirmativas abaixo sobre essa Lei e assinale a única alternativa CORRETA.

Tomando como base a noção de “intelectuais orgânicos” de Gramsci e Giroux vê os professores como “intelectuais transformadores”. Através do conceito de “voz” Giroux concede um papel ativo à sua participação – um papel que contesta as relações de poder através das quais essa voz tem sido em geral suprimida. Há uma reconhecida influência de Paulo Freire na obra de Henry Giroux, que vê a pedagogia e o currículo através da noção de política cultural. O currículo envolve a construção de significados e valores culturais.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.3e.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 31-32.

Assinale a única alternativa que NÃO completa a sentença.
No campo educacional o currículo não é neutro, é um campo de disputa política, cultural e ideológica e, nesta perspectiva, os intelectuais orgânicos exercem papeis centrais: 

"A escola é disputada na correlação de forças sociais, políticas e culturais, ao citar as correlações de forças na escola, explica que são forças hegemônicas burguesa que lutam para perpetuar seu domínio, sua ideologia através dos conteúdos, da organização da escola e das avaliações oficiais, nacionais e internacionais. Nessa tensão de forças de poder, o currículo é o núcleo e o espaço central mais estruturante da função da escola. Por causa disso, é o território mais cercado, mais normatizado. Mas também o mais politizado, inovado, ressignificado. Um indicador é a quantidade de diretrizes curriculares para a educação básica e para a formação docente, numa configuração política de poder"

ARROYO, Miguel Gozález. Currículo, território em disputa. 5. Ed.Petrópolis, RJ: Vozes, 2013, p. 13. 

Analise os itens considerando as concepções que permeiam as teorias críticas e pós-estruturalista de currículo.

I. Os pressupostos das teorias críticas e pós estruturalistas têm contribuído para um novo olhar para a escola que não é mais o lugar da obediência, da racionalidade técnica ou da docilidade, mas é o lugar da crítica das injustiças sociais e educacionais em que se travam disputas na construção de currículos.

II. A defesa pela escola pública agregou no âmbito curricular as disputas que ultrapassaram os aspectos do direito ao acesso ao ensino e ampliam suas lutas na produção de conhecimento, como da ciência e da tecnologia, entre outras.

III. A produção de conhecimentos visa em suas relações sociais às convergências para as lógicas de dominação.

IV. A escola em seus cotidianos e práticas geram a reprodução das desigualdades e não criam espaços de diálogo, como condição para novos conhecimentos e novas racionalidades.

É CORRETO o que se afirma em 

Franco (2012) em sua obra "Pedagogia e prática docente", desdobra reflexões a partir do seguinte questionamento: “Afinal de contas, o que é uma prática pedagógica?” Segundo a autora, dessa situação, decorrem alguns questionamentos: 
1) Prática docente é sempre uma prática pedagógica?
2) Existe prática pedagógica fora das escolas, além das salas de aula?
3) O que é, afinal de contas, o pedagógico?
4) O que caracteriza uma prática pedagógica?
Afirma que a Pedagogia como prática social, indica uma direção de sentido às práticas que ocorrem na sociedade, realçando seu caráter eminentemente político. A partir dessa premissa, analise as afirmativas seguintes, e assinale a única alternativa CORRETA, considerando as definições de Franco sobre prática pedagógica, conforme apresenta na referida obra: 

O termo “Currículo” foi introduzido nos Estados Unidos, em 1918, através da obra intitulada The Curriculum, de John Franklin Bobbitt (1876- 1956). "O campo do currículo ganhou força como algo especializado, reflexão e estudo, desenvolveu em meio à efervescência da revolução industrial que, naquele contexto, moldou-se às perspectivas industriais para a formação da mão-de-obra para atender às necessidades das indústrias”
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 23.

Considerando as teorias tradicionais de currículo, é INCORRETO afirmar.