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Questões da banca IF-PI

49 questões encontradas · página 5 de 5

De acordo com Saviani (1991), o método da pedagogia histórico-crítica desenvolve-se a partir do movimento:
SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. Campinas: Autores Associados, 1991. pág. 80-82.

Luckesi (2011 p. 72-96), ao desenvolver a abordagem das tendências pedagógicas, apresenta uma caracterização geral de cada uma.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da educação. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2011. p. 72-96.

Relacione as tendências pedagógicas aos seus pressupostos de aprendizagem.
(1) Tendência Liberal Tradicional
(2) Tendência Liberal Tecnicista
(3) Tendência progressista libertadora
(4) Tendência progressista libertária
(5) Tendência progressista crítico social dos conteúdos

(  ) Aprender na perspectiva dessa tendência é desenvolver a capacidade de processar informações e lidar com os estímulos do ambiente, organizando os dados disponíveis da experiência.
(  ) Aprendizagem motivada a partir da codificação de uma situação problema. Aprender é um ato de conhecimento da realidade concreta vivida pelo educando e só tem sentido se resulta de uma aproximação crítica dessa realidade.
(  ) Na aprendizagem mecânica, a transferência da aprendizagem depende do treino; a retenção do material ensinado é garantida pela repetição de exercícios sistemáticos e recapitulação da matéria.
(  ) Ênfase na aprendizagem informal, via grupo, e a negação de toda forma de repressão visam favorecer o desenvolvimento de pessoas livres. A motivação está, portanto, no interesse em crescer dentro da vivência global.
(  ) Aprendizagem fundamentada pelas teorias que defendem que aprender é uma questão de modificação do desempenho, isto é, o bom ensino depende da organização eficiente das condições estimuladoras.
(  ) Por um esforço próprio, o aluno se reconhece nos conteúdos e modelos sociais apresentados pelo professor.

Assinale a alternativa CORRETA.

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Nos últimos anos, vários estudos têm se dedicado à história da didática no Brasil, às suas relações com as tendências pedagógicas e à investigação de seu campo de conhecimento. Libâneo (1994) organiza as tendências pedagógicas em dois grandes grupos: as de orientação liberal - que incluem a Pedagogia Tradicional, a Pedagogia Renovada e o Tecnicismo Educacional - e as de orientação progressista.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez. 1994. (Coleção magistério. 2º grau. Série formação de professores). Págs. 64-71.

Sobre estas tendências, julgue os itens a seguir. 
I. Na pedagogia tradicional, a didática é um conjunto de princípios e regras que regulam o ensino. A atividade de ensinar é centrada no aluno que interpreta a matéria. Os objetivos explícitos ou implícitos, referem-se à formação de um aluno ideal, vinculado à realidade concreta.
II. Relacionada à Pedagogia Renovada, temos a didática da escola nova ou didática ativa, entendida como “direção de aprendizagem”, considerando o aluno como sujeito da aprendizagem. Desta forma, o professor tem o papel de incentivar, orientar e organizar as situações de aprendizagem, adequando-as às capacidades de características individuais dos alunos.
III. Em relação ao tecnicismo educacional, o professor é um administrador e executor do planejamento, o meio de previsão das ações a serem executadas e dos meios necessários para se atingirem os objetivos. A didática instrumental está interessada na racionalização do ensino, no uso de meios e técnicas mais eficazes.
IV. Pedagogia libertadora é uma didática que busca desenvolver o processo educativo como tarefa que se dá no interior dos grupos sociais e por isso o professor é coordenador das atividades que se organizam sempre pela ação conjunta dele e dos alunos.
Assinale a alternativa CORRETA.  

Texto associado à questão
"Costa e Machado (2012, v. 1) consideram que o ensino de piano disponível nas universidades, em disciplinas como Piano Complementar, estimula a aquisição de habilidades como o acompanhamento melódico, a criação de arranjos, a leitura de partituras e a prática de piano em grupo [...]. Além disso, tendo em vista as vantagens da prática de piano em grupo, entre elas, a de tornar a aula mais dinâmica e musical, Costa e Machado (2012, v. 1, p. 5) argumentam que enquanto o ensino tradicional focava na aquisição de repertório e habilidades técnicas pelos graduandos, o ensino complementar de piano em grupo busca sobretudo desenvolver a musicalidade do aluno, instrumentalizando-o melhor para vencer os desafi os técnicos e harmônicos do instrumento."
ROCHA, José Leandro Silva. Aprendizagem criativa de piano em grupo. São Paulo: Blucher, 2016. p. 44. 

Considerando o texto apresentado e as especifi cidades do ensino de Piano Complementar nos cursos de Licenciatura em Música, avalie a proposta de um coordenador pedagógico que visa reestruturar a disciplina para superar o modelo de "conservatório adaptado".
  A diretriz que melhor traduz a perspectiva pedagógica defendida pelos autores para o ensino coletivo de piano neste contexto é:

According to the following text, which statement best describes the role of the teacher in the learning process?
(…) even when teachers appear to be in control of interaction, they are subject to the dynamics of the complex system of the classroom. Teachers do not control their students' learning. Teaching does not cause learning; learners make their own paths (…). This does not mean that teaching does not influence learning, far from it; teaching and teacher-learner interaction construct and constrain the learning aff ordances of the classroom. What a teacher can do is manage and serve her or his students' learning in a way that is consonant with their learning-processes. Thus, any approach we might advocate would not be curriculum-centered nor learner-centered, but it would be learning centered – where the learning guides the teaching and not vice versa.
Due to the non-linearity of a complex dynamic system as it moves through state space, small perturbations (teacher interventions) can make a big difference. Of course, it also can happen the other way around. Teachers and students may work very hard on some aspect of language using, with little apparent success. One day, though, the point of criticality may be reached and the system self-organizes in a new way.
LARSEN-FREEMAN, Diane; CAMERON, Lynne. Complex systems and applied linguistics. Oxford: Oxford University Press, 2008. p. 199-200

Texto associado à questão

Texts for question.

"The white man is very clever. He came quietly and peaceably with his religion.… He has put a knife on the things that held us together and we have fallen apart.”

ACHEBE, Chinua. The African Trilogy: Things Fall Apart; Arrow of God; No Longer at Ease. New York: Penguin Classics, 2017.

“No pedagogy which is truly liberating can remain distant from the oppressed; nor can it afford to impose the teacher’s cultural patterns upon them.”

FREIRE, Paulo. Pedagogy of the Oppressed. Translated by Myra Bergman Ramos. New York: Herder and Herder, 1970.

"Once critical pedagogues see schools as cultural arenas where distinct social and ideological forms find themselves in constant conflict, what they shall be seeking is society transformation through education, including language education."

SIQUEIRA, Sávio. Critical pedagogy and language education: Hearing the voices of Brazilian teachers of English. Education Sciences, Basel, v. 11, n. 5, p. 235, May 14, 2021.

It is reasonable to affirm that Freire (1970) is the main author in Brazil to propose Education as a social practice. In the field of English language teaching, there are many approaches and perspectives aligned with Freire’s ideas, such as Siqueira’s (2021) way of rethinking the English teaching process in the context of 21st-century Brazil.Considering the relationship between these two authors perspectives and the quotation from the main author of African literature, it is correct to affirm:

A partir dos anos 2000, ganhou força no Brasil um modelo de gestão escolar inspirado no setor privado: as metas de aprendizagem são defi nidas com base em índices como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); os bônus para professores são atrelados ao desempenho dos alunos nas provas; escolas são ranqueadas em listas públicas; e conglomerados educacionais privados passam a administrar unidades públicas por meio de parcerias. Para um conjunto de sociólogos críticos, essa não é apenas uma mudança administrativa, mas a expressão de uma lógica mais profunda que transforma a educação, antes pensada como direito social e formação cidadã, em uma commodity regulada pela lógica do mercado.

BALL, Stephen J. Educação global S.A.: novas redes políticas e o imaginário neoliberal. Tradução de Janete Bridon. Petrópolis: Vozes, 2022.

A interpretação sociológica que melhor explica a transformação descrita é a que identifi ca a operação de um paradigma que: 

A análise comparativa de indicadores de violência em escolas públicas de um estado brasileiro revelou um padrão consistente: os estabelecimentos com maiores índices de conflitos e agressões são aqueles onde se observa fragmentação na equipe docente, ausência de rituais coletivos de integração (como assembleias ou atividades culturais compartilhadas) e normas de convivência pouco internalizadas pelos alunos. Em contrapartida, escolas com menor incidência de violência apresentam forte senso de pertencimento à instituição e clareza nas expectativas comportamentais. Um sociólogo interpreta esses dados argumentando que a violência emerge, fundamentalmente, da incapacidade da instituição escolar em cumprir sua função primordial de constituir um meio moral comum, permitindo que forças desagregadoras se manifestem.
ABRAMOVAY, Miriam et al. Violência nas escolas: uma pesquisa nacional. Brasília, DF: FLACSO Brasil, Ministério da Educação, 2016. Disponível em: https://www.fl acso. org.br/?publicacao=violencia-nas-escolas-uma-pesquisanacional. Acesso em: 5 fev. 2026.
Esta interpretação está ancorada na perspectiva que compreende:

“Mas o corpo também está diretamente mergulhado num campo político; as relações de poder têm alcance imediato sobre ele; elas o investem, o marcam, o dirigem, o supliciam, sujeitam-no a trabalhos, obrigam-no a cerimônias, exigem-lhe sinais. Este investimento político do corpo está ligado, segundo relações complexas e recíprocas, à sua utilização econômica; é, numa boa proporção, como força de produção que o corpo é investido por relações de poder e de dominação; mas em compensação sua constituição como força de trabalho só é possível se ele está preso num sistema de sujeição (onde a necessidade é também um instrumento político cuidadosamente organizado, calculado e utilizado); o corpo só se torna força útil se é ao mesmo tempo corpo produtivo e corpo submisso. Essa sujeição não é obtida só pelos instrumentos da violência ou da ideologia; pode muito bem ser direta, física, usar a força contra a força, agir sobre elementos materiais sem, no entanto, ser violenta; pode ser calculada, organizada, tecnicamente pensada, pode ser sutil, não fazer uso de armas nem do terror, e, no entanto, continuar a ser de ordem física”.

FOUCAULT, Michael. In: __Vigiar e punir: nascimento da prisão; tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis, Vozes, 1987, p.29.

A partir da perspectiva sociológica de Michel Foucault e de suas contribuições na área da educação, assinale a alternativa CORRETA: