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Questões para Professor de Ensino Fundamental II e Médio

373 questões encontradas · página 3 de 38

Em uma turma dos anos finais do Ensino Fundamental, o professor propõe a leitura de uma notícia digital que articula texto verbal, imagem e gráfico para discutir um tema de interesse público. Durante a atividade, os alunos são orientados a observar como determinadas escolhas linguísticas e semióticas contribuem para a organização das informações, a progressão temática e a construção de sentidos do texto.

Considerando as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de gramática, essa prática pedagógica caracteriza-se, sobretudo, por:

Em uma sequência didática desenvolvida nos anos finais do Ensino Fundamental, o professor propõe a análise comparativa de dois textos sobre o mesmo tema: uma notícia jornalística e uma postagem em rede social. Os alunos são orientados a observar diferenças na organização das informações, no uso de recursos linguísticos e semióticos, bem como nas escolhas gramaticais relacionadas à coesão, à modalização e à adequação ao contexto de circulação.

À luz das orientações da BNCC para o ensino de gramática, essa prática pedagógica evidencia uma concepção segundo a qual:

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Em uma turma do Ensino Fundamental – anos finais, o professor percebe que seus alunos conseguem repetir definições gramaticais, mas demonstram dificuldade em aplicar esse conhecimento em atividades de leitura e produção textual. Ao analisar essa situação, o docente conclui que tal dificuldade decorre, principalmente, da relação estabelecida entre a metodologia de ensino adotada e os resultados cognitivos alcançados pelos alunos. Considerando essa análise, a interpretação mais adequada é a de que:

Com base no texto, assinale a alternativa que caracteriza corretamente a concepção de linguagem como expressão do pensamento e suas implicações para o ensino da língua materna.

Texto associado à questão

Texto para a questão

As concepções de linguagem e língua

    A forma como o professor concebe a linguagem e a língua exerce influência decisiva sobre as práticas pedagógicas adotadas no ensino de Língua Portuguesa. Conforme argumenta Travaglia (2006), não se trata apenas de uma escolha teórica, mas de um posicionamento que afeta diretamente a organização do trabalho didático e a relação entre ensino, aprendizagem e uso da língua. Nesse sentido, a concepção de linguagem assumida pelo docente orienta tanto o lugar atribuído à gramática quanto os objetivos do ensino da língua materna.

    No campo dos estudos linguísticos, destacam-se três concepções de linguagem recorrentemente discutidas. A primeira entende a linguagem como expressão do pensamento, subordinando a organização linguística à capacidade individual de estruturar logicamente ideias. Nessa perspectiva, dificuldades de expressão são interpretadas como falhas do pensamento, o que sustenta práticas de ensino fortemente normativas e prescritivas, centradas na correção gramatical e na valorização de um modelo considerado culto.

    A segunda concepção compreende a linguagem como instrumento de comunicação, concebendo-a como um código compartilhado entre emissor e receptor. Embora essa visão reconheça a função comunicativa da língua, ela tende a tratá-la de forma abstrata e descontextualizada, privilegiando o funcionamento interno do sistema linguístico e reduzindo o papel do sujeito e das condições sociais de uso.

    Já a terceira concepção entende a linguagem como forma ou processo de interação. Nessa perspectiva, a língua é vista como prática social situada, na qual os sujeitos constroem sentidos na interação, em contextos históricos e ideológicos específicos. Essa concepção fundamenta abordagens de ensino mais alinhadas às demandas contemporâneas, pois articula gramática, uso e sentido, reconhecendo a importância da norma-padrão sem dissociá-la das práticas efetivas de linguagem.

    Assim, o debate não se coloca entre ensinar ou não ensinar gramática, mas em como ensiná-la. O ensino da gramática, quando orientado por uma concepção interacionista de linguagem, deixa de ser mera reprodução de metalinguagem e passa a constituir um instrumento para ampliar a competência comunicativa dos alunos, permitindo-lhes compreender e atuar de forma crítica nas diferentes situações de uso da língua.

Texto adaptado de TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 11. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

À luz do texto, assinale a alternativa que expressa corretamente a concepção de linguagem que fundamenta abordagens contemporâneas de ensino de Língua Portuguesa.

Texto associado à questão

Leia o texto a seguir e responda à questão.

O Professor e os Novos Letramentos Sociais

Em um cenário de transformações digitais aceleradas e de complexificação das interações sociais, o papel do professor transcende a mera transmissão de conteúdo. A escola, e por extensão o educador, é hoje um dos principais palcos onde se desenrolam as novas dinâmicas de letramento social. Não se trata apenas de decodificar palavras ou compreender textos formais, mas de capacitar os estudantes a navegar criticamente por um universo de informações multifacetadas, muitas vezes fragmentadas e contraditórias.

O letramento digital, por exemplo, exige do professor a habilidade de guiar seus alunos na distinção entre fontes confiáveis e fake news, na compreensão dos algoritmos que moldam o consumo de conteúdo e na produção ética e responsável de sua própria voz no ambiente online. Mais do que ferramentas, são competências socioemocionais e cognitivas que precisam ser desenvolvidas, como a resiliência diante da desinformação e a empatia na comunicação virtual.

Além disso, o letramento midiático e o letramento científico ganham contornos de urgência. Em uma sociedade saturada por narrativas diversas, o professor atua como um mediador essencial, auxiliando os jovens a questionar, a investigar e a construir seu próprio conhecimento de forma autônoma. Ele não é apenas um facilitador, mas um provocador de pensamento crítico, um artesão da curiosidade e um incentivador da busca por evidências.

Nesse contexto, a formação continuada do professor torna-se imperativa. É preciso que ele próprio esteja em constante processo de letramento, atualizando-se não só em relação às novas tecnologias, mas também às teorias pedagógicas que abordam essas complexas relações entre sujeito, conhecimento e sociedade. A sala de aula, portanto, transforma-se em um laboratório de experimentação, onde o erro é parte do processo e a colaboração é a chave para a construção coletiva do saber.

Assim, o professor contemporâneo é um agente de transformação social, um guia em meio à profusão de informações e um construtor de pontes entre o conhecimento formal e as experiências vividas. Sua atuação é vital para formar cidadãos capazes de ler o mundo em suas múltiplas linguagens e de intervir nele de maneira consciente e propositiva.

No último parágrafo, a expressão “construtor de pontes entre o conhecimento formal e as experiências vividas” sugere que o professor:

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), em seu artigo 4º, o dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de educação básica obrigatória e gratuita: 

A Constituição Federal de 1988, no seu Título VIII (Da Ordem Social), estabelece os princípios sob os quais o ensino será ministrado. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um desses princípios:

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva define o público-alvo do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Assinale a alternativa que apresenta esse público corretamente:

According to the National Common Curricular Base (BNCC), when English is treated as a lingua franca, it is understood that: