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Prova COSEAC - 2024 - FME de Niterói - RJ - Professor II – Educação Física

15 questões encontradas · página 2 de 2

A avaliação é o instrumento de reflexão sobre a prática pedagógica na busca de melhores caminhos para orientar as aprendizagens das crianças. Ela deve incidir sobre todo o contexto de aprendizagem: as atividades propostas e o modo como foram realizadas, as instruções e os apoios oferecidos às crianças individualmente e ao coletivo de crianças, a forma como o professor respondeu às manifestações e às interações das crianças, os agrupamentos que as crianças formaram, o material oferecido e o espaço e o tempo garantidos para a realização das atividades. A avaliação, conforme estabelecido na Lei nº 9.394/96, deve ter a finalidade de acompanhar e repensar o trabalho realizado (DCNs, p. 97). Tradicionalmente, as avaliações em Educação Física resumem-se a alguns testes de força, resistência e flexibilidade, medindo apenas a aptidão física do aluno. O campo de conhecimento contemplado por esse formato avaliativo limita-se aos aspectos biofisiológicos. Embora a aptidão física possa ser um dos aspectos avaliados, deve-se considerar que cada indivíduo é diferente e tem motivações, limites e possibilidades particulares (PCNs, p. 36).
De acordo com Soares et al. (2012), a avaliação do processo de ensino da Educação Física escolar deve considerar

De acordo com Soares (2007, p. 132) “[...] a Educação Física foi estruturada a partir do ideário burguês de civilidade, significando, de um lado, conquista individual e mágica de saúde física, e de outro, disciplinarização da vontade. Desse modo, constituiu-se em importante instrumento de construção da ordem [...]”. Assim, é correto afirmar que, em ordem cronológica, as tendências pedagógicas que marcaram a história da Educação Física brasileira foram: 

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“Precisamos compreender que, ao longo da sua história, a Educação Física foi colonizada por discursos higienistas, racistas, machistas e homofóbicos, forjados por conta de um projeto de sociedade que pretendia embranquecer a raça, colocar as mulheres em um lugar marginalizado, inviabilizar a existência de todo e qualquer corpo que fugisse do padrão binário e heteronormativo, além de manter no poder as elites dirigentes. Sim. A Educação Física, na sua hegemonia, é uma área conservadora, racista, machista, homofóbica e elitista.” (Maldonado, 2023, p. 23).
Com o objetivo de trazer à tona reflexões e discussões acerca das temáticas supracitadas, os Referenciais Curriculares da Rede Pública Municipal de Educação de Niterói (2022) incentivam as professoras e os professores de Educação Física a utilizarem os temas articuladores, de forma autônoma e criativa em suas aulas. São temas articuladores, referendados pelos referenciais mencionados, que melhor se articulam com as questões apontadas por Maldonado: 

De acordo com Fonseca e Brito (2023), o Movimento Renovador da Educação Física, que ganhou força nas décadas de 1980 e 1990, teve um papel fundamental para mexer com as bases biológicas e médicas que historicamente pautavam a área naquele momento. Desde então, as abordagens crítico-superadora e crítico-emancipatória defendem uma educação para a transformação social, propondo modelos de superação das contradições e injustiças sociais.
Apesar disso, as abordagens supracitadas não são convergentes em sua totalidade. No que se refere às características dessas abordagens, assinale a opção correta. 

“Uma das grandes, se não a maior, tragédia do homem moderno, está em que é hoje dominado pela força dos mitos e comandado pela publicidade organizada, ideológica ou não, e por isso vem renunciando cada vez, sem o saber, à sua capacidade de decidir. Vem sendo expulso da órbita das decisões.” (Freire, 1967, p. 43). Para fazer parte de algum grupo, as pessoas fazem coisas que não gostariam, mas se submetem para serem aceitas. As pessoas querem ser aceitas, pois desejam viver a sensação de igualdade, que é sinônimo de mesmice e não unidade. Essa igualdade é quebrada em pequenas diferenças que dão a sensação de diversidade, mas no fundo as pessoas vivem como rebanhos com a ilusão de individualidade, de seguir suas próprias ideias, de tomar suas próprias decisões enquanto seguem um mesmo padrão, ajustadas, adaptadas, acomodadas, em grupos, mas não, de fato, integradas. Parece paradoxal que ao mesmo tempo que as pessoas fazem parte de tantas “comunidades”, sintam-se cada vez mais solitárias e cada vez mais escutamos sobre o individualismo da nossa sociedade. Fazer parte dessas comunidades, agora cada vez mais virtuais, dá sensação de pertencimento, sem de fato pertencer. E estamos acompanhando o quanto certas comunidades têm incentivado comportamentos violentos como forma de se estabelecerem.
Diálogos da educação libertadora de Paulo Freire com a Educação Física Escolar. Available from: https://www.researchgate.net/publication/ 376263143_Dialogos_da_educacao_libertadora_de_Paulo_Freire_com_ a_Educacao_Fisica_Escolar#fullTextFileContent [accessed Dec 27 2023]. Adaptado
O trecho acima, recém-publicado em livro, alerta sobre a constante urgência em se trabalhar, desde a mais tenra idade, com a construção do pensamento crítico nas aulas de Educação Física escolar.
Nesse sentido, de acordo com a perspectiva Libertadora da Educação Física escolar é correto afirmar que