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Questões de 2024

2.223 questões encontradas · página 201 de 223

Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Artes Visuais

O portfólio, como ferramenta didática e de avaliação no ensino de Artes Visuais, permite documentar ações pedagógicas e reflexões, além de registrar as produções dos alunos. Isso ressignifica o processo de ensino e aprendizagem, destacando a importância do desenvolvimento contínuo do conhecimento e das habilidades dos alunos.

Disponível em: https://periodicos.furg.br/redsis/article/view/11657/8550. Acesso em: 14 jun. 2024 (adaptado).

Acerca da temática abordada no texto, assinale a opção correta.

Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Artes Visuais

“A gente queria se aprofundar e mostrar um pouco as ameaças que rondam o Pantanal: o assoreamento dos rios, a bacia do Alto Paraguai tomada pelo agronegócio. Vimos a tragédia do rio Taquari, que por causa do assoreamento e mau uso do solo estourou a margem e inundou permanentemente uma área, deixando as fazendas desertas. Um dos fazendeiros não se conformou e começou a construir uns diques com sacos de areia. Hoje ele já conseguiu recuperar quatrocentos hectares”, disse Lalo de Almeida. Esse relato acompanha as fotografias que ele fez entre os anos 2020 e 2022, mostrando os impactos da gigantesca queimada que assolou o Pantanal em 2020.

Disponível em: https://quatrocincoum.com.br/. Acesso em: 15 jul. 2024 (adaptado).

Acerca dessa temática, no que diz respeito à relação da fotografia com questões socioambientais, assinale a opção que apresenta uma maneira eficaz de um professor de Artes Visuais promover o pensamento crítico de seus alunos a respeito desse tema.

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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Artes Visuais

A partir da realidade percebida por uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental, de que seus alunos passavam muito tempo em redes sociais contemplando imagens que utilizam uso excessivo de filtros, ela resolveu desenvolver um projeto com o objetivo de investigar as estéticas predominantes nas redes sociais e de promover uma reflexão crítica sobre esse tema. A professora sabe que os projetos não podem ser separados de sua dimensão política, nem considerados prontos e acabados ou apenas uma metodologia didática. A partir disso, ela tem o desafio de criar um projeto eficaz para essa turma.

Nesse caso, um projeto de intervenção adequado para essa turma consiste em

Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia

Com a finalidade de estimular a reflexão interdisciplinar no dia mundial do meio ambiente, a professora de Filosofia propôs aos estudantes do Ensino Médio a análise do fragmento de texto abaixo, sob uma perspectiva de como a Filosofia pode contribuir junto a outras áreas do conhecimento, na luta pela preservação do meio ambiente.
Hans Jonas pensa a natureza a partir de seu valor intrínseco, deduzido do esforço autoafirmativo da vida, considerado por ele como o testemunho mais evidente do seu próprio valor: se a vida quer viver, é porque viver é um bem e, se é assim, é também um valor e emite um apelo de dever, cuja audiência está no ser humano, o único capaz de ouvir um tal apelo. Além disso, para Jonas, se só o ser humano pode se responsabilizar, então isso significa que ele só se realiza plenamente quando assume essa tarefa. E é assim que a responsabilidade diante da natureza se torna a alternativa mais radical ao niilismo: se a tecnologia tem sido uma espécie de fuga e de negação do mundo, a ética da responsabilidade é um convite a um novo vínculo com o Planeta.

OLIVEIRA, J. Como Hans Jonas nos ajuda a compreender a crise do meio ambiente? Uma conversa entre três filósofos. Disponível em: https://www.anpof.org.br/comunicacoes/entrevistas/. Acesso em: 14 jun. 2024 (adaptado).

Considerando a diversidade de identidades e de filiações ideológicas de seus estudantes, nesse caso, uma proposta de intervenção pedagógica coerente com o texto-base é

Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia

É mito a ideia de que todos são livres para trabalhar onde queiram. Se não lhes agrada o patrão, podem então deixá-lo e procurar outro emprego. Também é mito que todos, bastando não ser preguiçosos, podem chegar a ser empresários tal qual o dono de uma grande fábrica. Todos esses mitos e mais outros que o leitor poderá acrescentar, cuja introjeção pelas massas populares oprimidas é básica para a sua conquista, são levados a elas pela propaganda bem organizada, pelos slogans, cujos veículos são sempre os chamados “meios de comunicação com as massas”.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987 (adaptado).

Considerando que, ao relacionar educação e mundo do trabalho, Paulo Freire denuncia a propagação ideológica feita pelos meios de comunicação de massa, assinale a opção que apresenta abordagem favorável à percepção crítico-transformadora da realidade, na perspectiva desse autor.

Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia

Um professor de Filosofia trabalhou, em suas turmas de 1ª e 3ª séries do Ensino Médio, com um trecho da reportagem Dossiê: A história da Filosofia no Brasil, apresentado a seguir.

A filosofia no Brasil vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, refletindo as particularidades culturais, sociais e históricas do país. João Cruz Costa oferece uma análise detalhada sobre o desenvolvimento do pensamento filosófico no Brasil. Em sua obra Contribuição à História das Ideias no Brasil (1956), explora as influências e os desafios enfrentados pela Filosofia no Brasil. A formação do pensamento filosófico no Brasil, influenciada por correntes europeias, enfrenta o desafio de se adaptar e refletir sobre a realidade específica de nossa sociedade, marcada por suas próprias contradições e complexidades.

Dossiê: A história da Filosofia no Brasil. Revista Cult. Edição 268. Editora Bregantini. São Paulo-SP, 2021

Considerando a análise de João Cruz Costa, assinale a opção que apresenta uma proposta de intervenção que possibilite ao professor trabalhar com seus alunos a necessidade de se pensar filosoficamente a realidade brasileira.

Ensinar não é apenas uma atividade técnica circunscrita na escola, mas é uma ação política que visa à transformação dos alunos. Educar e ensinar são processos de conflitos, de desestabilização e de constrangimentos. Não saímos do mesmo jeito que entramos nos processos de ensino-aprendizagem. Esse processo é histórico e deve ser fundamentado no acúmulo de saber que também é histórico. Ensinar Sociologia é uma atividade embasada nos mais de 150 anos de história dessa ciência, nas necessidades contemporâneas e nas condições sociais. Nosso ponto de partida é o acúmulo de ciência e o papel do Ensino Médio no processo de construção do tipo de homem e de sociedade que desejamos forjar.

SILVA, I. L. F. Metodologia do Ensino de Sociologia na Educação Básica: aproximações com os Fundamentos Pedagógicos. In: SILVA, I. L. F. et al. (org.). Caderno de metodologia de ensino e de pesquisa: SETI-PR, p.20-21, 2009 (adaptado).

Um professor recém-formado em Ciências Sociais assumiu o seu primeiro contrato de trabalho em uma escola de Ensino Médio, cujo projeto político-pedagógico dispõe como princípio metodológico de ensinoaprendizagem as abordagens ativas. Seu projeto na escola deverá desenvolver a seguinte temática: “Para além das vozes da minha cabeça: como os cientistas sociais desenvolvem suas pesquisas?”.

Nessa situação, para desenvolver o projeto proposto pela escola, com base nos princípios das metodologias ativas de aprendizagem, o professor deverá

O Brasil está entre os países que mais sofrem com catástrofes climáticas, segundo as Organizações das Nações Unidas (ONU) e ainda há muito por fazer para melhorar a infraestrutura do país contra enchentes e diminuir impactos causados por essas catástrofes.

A fim de abordar esse fato, um professor de Sociologia de uma cidade localizada em uma região inundada, após o período de normalização das aulas, solicitou aos seus alunos que fizessem uma investigação sociológica sobre a situação da cidade. Para isso, buscou alternativas que estimulassem o uso ético da pesquisa científica, de modo a promover a produção e a disseminação do conhecimento em Ciências Sociais.

Nessa situação, uma estratégia didática que atenderia a esses objetivos e respeitaria o uso ético de dados na pesquisa em Ciências Sociais seria o docente

Um professor de Sociologia iniciou seu plano de ensino sobre direitos humanos com aulas expositivas. Durante uma das aulas, um aluno disse que se recusava a aprender sobre o assunto. Questionado sobre o motivo da recusa, o estudante respondeu que “direitos humanos são coisa de bandido”. Diante disso, o docente perguntou se algum outro estudante concordava com aquela afirmação, e quase metade da turma se manifestou a favor dela. O professor decidiu, então, realizar uma avaliação diagnóstica da turma, a fim de identificar o nível de aprendizado sobre o tema, o que embasaria a produção de um novo plano de ensino mais realista. Ele optou por incluir na avaliação uma questão sobre tortura que tivesse relação com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A resposta mais frequente a essa questão foi a seguinte: “Qualquer pessoa pode ser submetida à tortura, a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante, desde que isso sirva para obtenção de prova de crime”, o que contraria frontalmente o disposto na referida Declaração.

Nesse caso, a ação que o professor deve realizar em sala de aula para desenvolver a autonomia e a valorização discente é

A questão da identidade está sendo extensamente discutida na teoria social. Em essência, o argumento é o seguinte: as velhas identidades, que, por tanto tempo, estabilizaram o mundo social, estão em declínio, o que faz surgirem novas identidades e fragmenta o indivíduo moderno, até aqui visto como um sujeito unificado. A assim chamada “crise de identidade” é vista como parte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2011. p. 7 (adaptado).

Os docentes de Sociologia no Ensino Médio, ao realizarem a transposição didática de um conceito — como o de identidade para Stuart Hall, abordado acima —, devem observar as relações estabelecidas adequadamente entre este e outros conceitos da área, que possivelmente também serão mobilizados nas aulas.

Considerando-se o cuidado no processo de didatização das teorias das Ciências Sociais, como forma de estabelecer uma relação adequada entre uma abordagem didático-pedagógica e os conhecimentos teóricos acumulados na área, o conceito de identidade de Stuart Hall pode ser