Ir para o conteúdo

Questões do órgão FME de Niterói - RJ

64 questões encontradas · página 6 de 7

Com inspiração em Paulo Freire, a Teoria Pedagógica da Educação Física Escolar Crítico-Libertadora, enquanto uma alternativa crítica para a área, é apresentada por Bossle (2023, p.71) como “alinhada pelo corpo do oprimido, do corpo consciente e por uma ontoepisteme libertadora”.
No desenvolvimento de suas notas sobre a supracitada teoria, o autor mobiliza o conceito freiriano de “ser mais” como

Ao refletir sobre as possíveis interfaces entre a educação política e a educação sensível na obra de Paulo Freire, Prodócimo (2023) assinala como uma necessidade central da pedagogia freiriana o diálogo, que pressupõe uma escuta ativa e atenciosa, exigindo amor, humildade, fé e confiança. Logo, quando se pensa a relação educador e educando, o diálogo possibilita a emancipação humana e o “ser mais”, assumindo que todos são seres inacabados.
Desse modo, quando busca articulação com o contexto da Educação Física escolar, a autora propõe também que o diálogo

Quer ver o gabarito comentado?

Crie sua conta gratuita em menos de 1 minuto: gabarito comentado, caderno de erros, revisões e desempenho por assunto.

Criar conta grátis

Tenório e col. (2020) desenvolvem relevante reflexão sobre a organização dos saberes escolares da Educação Física à luz da perspectiva Crítico-Superadora, explorando, consequentemente, a contundente influência da Pedagogia Histórico-Crítica (PHC) na sua constituição. Cabe destacar que tal pedagogia é sustentada por específicas compreensões sobre o conjunto de atividades desenvolvidas na escola, como o caso do currículo escolar, que: “tem como objeto a reflexão Pedagógica, e é entendido na perspectiva da formação política dos estudantes, com participação ativa e crítica, na transformação social pela construção da consciência de classe” (Tenório e col., 2020, p. 60). 

Além de assinalar que, na Pedagogia Histórico-Crítica, as disciplinas escolares são concebidas enquanto um conjunto de conteúdos afins, os autores consideram que a educação escolar é entendida como

Em diálogo com estudos do campo da decolonialidade, Oliveira e Silva (2020) convida as(os) leitoras(es) a pensar sobre os caminhos possíveis para a (des)decolonização da Educação Física, tanto na dimensão da prática pedagógica na escola, quanto na formação dos professores que atuarão na área. Nesse sentido, a agenda é apresentada na perspectiva de “se pensar em uma Educação Física ‘outra’ que contribua para a desconstrução da sociedade colonial, ou seja, essa sociedade marcada pela estrutura patriarcal, racista e capitalista na qual estamos imersos hoje” (Oliveira e Silva, 2020, p. 98).
Diante de tais desafios e reflexões levantados, a autora apresenta um conjunto de estratégias de insurgência para a prática pedagógica da Educação Física escolar, como

A Educação Física escolar encontra-se dentro de um sistema de ensino separado por anos de escolaridade que favorece a fragmentação e o etapismo do processo de ensino e aprendizagem. Buscando superar essa lógica, Soares et al. (2012) sugerem que a Educação Básica seja dividida por quatro ciclos de escolarização.
Nesse sentido, para os referidos autores, o segundo ciclo de escolarização é o “ciclo de iniciação à sistematização do conhecimento”. Nesse ciclo, o aluno

O trabalho com as práticas corporais indígenas na Educação Física escolar é fundamental para a construção de um processo pedagógico crítico e potente. Nesse sentido, Pereira (2021) reflete sobre a tematização das lutas indígenas. Uma das lutas descritas pela autora no livro ocorre da seguinte forma: “A luta é realizada com os adversários ajoelhados e se inicia quando o chamado kindotoko, que quer dizer “dono da luta”, caminha até o centro da arena e chama pelo nome o seu adversário” (Pereira, 2021, p. 91).
A descrição anterior caracteriza a seguinte luta:

Para Ilma Veiga, os princípios do Projeto Político-Pedagógico são igualdade, qualidade, gestão democrática, liberdade/autonomia e

A matriz curricular de Geografia, presente no documento Referências Curriculares da Rede Municipal de Educação de Niterói
Disponível em: https://drive.google.com/file/d/17_AS_bFYr629Aze93sDkIRlZy8eBPH4/view.Acesso em: 19 de jan. de 2024.
foi organizada a partir de núcleos temáticos (O sujeito e seu lugar no mundo; Representação espacial, conexões e escalas; Mundo do trabalho; Dinâmica da natureza e questões socioambientais).
Segundo o documento, esse método de organização foi escolhido, pois

Desde o final do século XIV, o Congo era um reino grande e centralizado, rico e muito poderoso. Dominava uma vasta região litorânea, estendendo-se da foz do rio Zaire ao sul da ilha de Luanda, e expandia-se para o interior. Além disso, exigia tributos de outros três grandes reinos: Dembo, Matamba e Ndongo. O rei do Congo controlava a distribuição de uma moeda obtida na ilha de Luanda, então parte de seu território era utilizada em todo o reino: o zimbo. A principal atividade econômica do Congo era a agricultura, embora a extração de sal marinho fosse muito importante para o comércio com as regiões do interior. O sal era trocado por marfim e por produtos da floresta coletados por grupos nômades, como os pigmeus. Os tecidos confeccionados de ráfia e o cobre extraído das minas também eram produtos muito apreciados para a troca comercial com outros povos.

VAINFAS, Ronaldo et al. História.doc: 7 ano. São Paulo: Saraiva, 2018. (Adaptado)
Estudar a história do Reino do Congo, entre outros conteúdos, é necessário para se compreender os sujeitos e as sociedades que foram apagados, durante muito tempo, dos currículos escolares de História e para se resgatar a ancestralidade, contribuindo, assim, na luta contra o racismo estrutural.
Com relação à Lei nº 11.645/2008, é correto afirmar que 

O movimento renovador do ensino no Brasil que, entre os anos 60 e o início dos anos 80, ganhou uma vertente especial e se tornou um ideário educacional próprio é: