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Prova Instituto Consulplan - 2025 - Prefeitura de Manaus - AM - Professor Nível Superior - Língua Inglesa

10 questões encontradas

O bullying é um tipo de violência que se caracteriza como um obstáculo ameaçador, no qual crianças e adolescentes são excluídos, discriminados, agredidos e até machucados por outros. É um problema encontrado em todo o mundo. A escola, como ambiente de socialização, tem um papel fundamental na prevenção e combate a essa prática. Diante dessa realidade, qual ação mais adequada a escola poderá adotar para combater o bullying de forma mais pedagógica e eficaz? 

No Brasil, legislações e documentos normativos asseguram o direito à educação. Apesar de os estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades/superdotação terem o direito formal de acesso à escola comum, a participação nas atividades escolares e a aprendizagem desse público ainda é um desafio, desvelando a necessidade de que a perspectiva da educação inclusiva seja incorporada às práticas educativas. 


(BOFF, Ana Paula. MACHADO, Andreia de Bem. Educação especial na perspectiva inclusiva: uma revisão pautada no direito de todos à educação. Educar em Revista, Curitiba, v. 40, 2024.)


Considerando que as políticas públicas vinculadas à educação especial vêm sofrendo mudanças conceituais, sobretudo nas últimas três décadas no Brasil, assinale a afirmativa correta sobre a inclusão de crianças público-alvo da educação especial. 

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A teoria de Jean Piaget, embora não fosse inicialmente voltada para a educação, oferece importantes subsídios para a prática pedagógica. Sua teoria “pode realmente oferecer alguma contribuição útil a todas aquelas pessoas trabalhando em escolas e outros campos relacionados à educação”. Trata-se, como se sabe, de uma teoria descritiva, o que desde já deve ser levado em consideração quando se pretende em seguida estabelecer paralelos com a educação. Considerando as contribuições de Piaget para a educação, qual o principal foco de sua teoria?

A avaliação, enquanto processo contínuo, investigativo e inclusivo, deve ser concebida não como um ponto final, mas como um instrumento dinâmico de acompanhamento. Ela serve para diagnosticar dificuldades, reorientar práticas pedagógicas e, fundamentalmente, promover a aprendizagem de todos os estudantes, considerando suas individualidades e ritmos distintos. 

(SOUZA, Gleicione Aparecida Dias Bagne. Avaliação Escolar: um processo em construção. Revista da Universidade Vale do Rio Verde. Três Corações, v. 14, n. 1, p. 474-483, jan./jul. 2015.)

Com base no texto e na concepção de avaliação apresentada, qual das alternativas descreve corretamente a aplicação desse princípio no ambiente escolar? 

O Projeto Político-Pedagógico (PPP), um documento fundamental para a gestão democrática e a identidade de uma instituição de ensino, reflete a intencionalidade educativa da escola e orienta suas ações. Considerando a relevância do PPP no contexto educacional brasileiro, analise as afirmativas a seguir.

I. O PPP deve ser elaborado abordando, exclusivamente, questões administrativas que viabilizem a prática pedagógica, visando a agilidade e a boa utilização dos recursos.
II. A revisão do PPP é um processo contínuo e participativo, que deve envolver toda a comunidade escolar, incluindo pais, alunos e funcionários, para garantir a legitimidade e a adequação às necessidades locais.
III. O PPP, uma vez homologado, torna-se o principal documento da escola que deve orientar a prática pedagógica e fundamentar a gestão democrática, não devendo ser um documento meramente prescrito.
IV. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não possui relação direta com o PPP, pois ele foca apenas nas particularidades de cada escola, enquanto a BNCC estabelece diretrizes curriculares gerais para todo o país.

Está correto o que se afirma apenas em

O professor Humberto, atuante no 5º ano do Ensino Fundamental, observa em sua turma a crescente manifestação de conflitos entre os estudantes, que muitas vezes refletem as diversidades sociais e culturais de suas famílias. Alguns alunos demonstram dificuldade em lidar com opiniões divergentes, enquanto outros se sentem marginalizados em atividades coletivas. Humberto, preocupado em transformar esses desafios em oportunidades de aprendizado, busca estratégias pedagógicas que fortaleçam a cidadania e a construção do conhecimento em um ambiente escolar que reconheça e acolha as diferenças. Com base no caso hipotético e nos estudos sobre a escola como campo de relações, cidadania e construção do conhecimento, assinale a afirmativa INCORRETA.

Nara, professora do 3º ano do Ensino Fundamental, observa que seus alunos demonstram maior engajamento e curiosidade quando as atividades propostas permitem que eles explorem temas de seu interesse e participem ativamente da construção do conhecimento. Inspirada por essa percepção e por leituras sobre mediação pedagógica, ela decide implementar em sua sala de aula um projeto interdisciplinar no qual os estudantes, em grupos, pesquisarão e apresentarão soluções para um problema ambiental local, utilizando recursos digitais e apoio da professora para guiar o processo. Qual das afirmações a seguir representa uma prática INCORRETA por parte da professora diante do caso apresentado? 

A gestão da aprendizagem é uma abordagem estratégica fundamental na educação, potencializando as condições para o fortalecimento da aprendizagem de todos os alunos. No contexto atual da educação brasileira, a revisão curricular alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) representa um passo crucial nesse processo. Além disso, ressalta-se a importância de programas baseados em evidências científicas para o resgate de anos de atraso em aprendizagem.

(Instituto Ayrton Senna. Gestão da aprendizagem: corrigindo o fluxo e atraso escolar. 2024.)

Considerando o exposto, quanto ao aspecto fundamental da gestão da aprendizagem para combater o atraso escolar, assinale a afirmativa correta. 

No que concerne à Declaração de Salamanca, analise as afirmativas a seguir.

I. Crianças com necessidades especiais deveriam receber apoio instrucional adicional no contexto do currículo regular, e não de um currículo diferente.
II. Educação inclusiva é o modo mais eficaz para construção de solidariedade entre crianças com necessidades educacionais especiais e seus colegas. O encaminhamento de crianças a escolas especiais ou a classes especiais ou a sessões especiais dentro da escola em caráter permanente deveria constituir exceções, a ser recomendado somente naqueles casos infrequentes onde fique claramente demonstrado que a educação na classe regular seja incapaz de atender às necessidades educacionais ou sociais da criança ou quando sejam requisitados em nome do bem-estar da criança ou de outras crianças.
III. A realização do objetivo de uma educação bem-sucedida de crianças com necessidades educacionais especiais constitui tarefa exclusiva do Ministério da Educação (MEC) e das escolas.
IV. A mídia possui um papel fundamental na promoção de atitudes positivas frente à integração de pessoas com deficiência na sociedade.

Está correto o que se afirma apenas em

Texto associado à questão
Como a exposição digital impacta a saúde mental dos adolescentes?
O contato precoce e excessivo com o ambiente virtual pode trazer várias consequências para a saúde física e mental dos jovens e impulsionar a sexualização e a adultização
     As crianças e os adolescentes estão se conectando à internet cada vez mais cedo e permanecendo mais tempo em ambientes digitais. A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostrou que 24% das crianças de até 6 anos já acessaram a rede – em 2015, eram apenas 11%. Na faixa etária dos 9 aos 17 anos, a presença digital é quase universal: 95% utilizam celulares, tablets ou computadores para navegar. Quanto à frequência, 53% dizem usar o WhatsApp “várias vezes ao dia” e 45% acessam o Instagram com a mesma intensidade – índices que sobem para 78% e 63%, respectivamente, entre os adolescentes de 15 a 17 anos.
      O contato precoce e excessivo com o ambiente virtual, sobretudo com as redes sociais, pode trazer várias consequências para a saúde física e mental dos jovens. Entre elas, ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de memória e concentração, além de fadiga mental e sedentarismo. No campo social, pode favorecer o isolamento, afetar a autoestima por reforçar padrões irreais de beleza e até impulsionar a sexualização e a adultização dos adolescentes.
      Esses impactos reverberam no espaço escolar, onde emoções e comportamentos ficam mais visíveis, e influenciam a aprendizagem. “As redes intensificam sentimentos de ansiedade, insegurança e comparações sociais, o que se manifesta em sala de aula como baixa autoestima, isolamento ou agressividade”, observa Andrea Santos de Souza Militão, professora da rede municipal de Londrina (PR). “Também percebemos o favorecimento de conflitos interpessoais, muitas vezes ampliando situações de bullying do ambiente digital para a escola e vice-versa.” De acordo com ela, o excesso de estímulos digitais ainda dificulta o foco e a persistência em atividades escolares, o que pode levar à queda no desempenho e à desmotivação.
          O desafio é amplo e exige articulação entre famílias, escolas e políticas públicas. Garantir que adolescentes naveguem pelas redes com segurança, consciência crítica e suporte emocional é tão importante quanto ensinar conteúdos acadêmicos. Estratégias como círculos de diálogo, projetos interdisciplinares e o fortalecimento da cultura escolar demonstram que é possível transformar os riscos digitais em oportunidades de aprendizado e cuidado, promovendo um ambiente educativo mais saudável e seguro.
(GIUFFRIDA, Patrícia. Nova Escola. Em: 23/09/2025. Adaptado.)

No último parágrafo do texto, práticas de transformação da realidade descrita podem ser reconhecidas como: