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Questões da banca Fundação CETAP

19 questões encontradas · página 2 de 2

"A existência de diversas combinações religiosas em práticas individuais, doutrinas, simbologia e mesmo ritos é uma constatação empírica importante da Ciência da Religião. De fato, tradições puras e livre de incoerência conforme descritas em textos sagrados e livros didáticos, são quase impossíveis de encontrar na realidade social" (SHOJI, R. Fusão de religiões [...], p. 478). 
Considerando o trecho transcrito, combinações e assimilações entre sistemas religiosos é uma prática bem comum na história das religiões. O contato entre elas viabiliza todo esse processo. Esse processo pode ser chamado de: 

Os celtas foram um povo que ocupou grande parte da Europa, especialmente a região da Gália (atual França, Bélgica, Países Baixos e partes da Itália e Alemanha), do Reino Unido (Irlanda e Gália), Ilhas Britânicas, Anatólia e Península Ibérica. A religião celta se destacou nesse cenário e esteve fortemente integrada a natureza, seus elementos e fenômenos. Pode-se destacar como característica e como crença fundamental desse povo, respectivamente: 

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O numinoso é uma categoria teológica que se destaca na obra "O sagrado" (1917), de Rudolf Otto. Na obra, Otto dedicou-se na análise das modalidades da experiência religiosa com o numinoso, que ele assim a classificou: 

"O objetivo último do historiador das religiões é compreender, e tornar compreensível aos outros, o comportamento do homo religiosus e seu universo mental" (ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano [...], 1992, p. 133). 
Com base no argumento do autor, qual seria esse objetivo? 

A "Shariah”, que em português se chama "Xaria", diz respeito à lei islâmica, seu sistema jurídico e código de ética. "De forma clara, ela define as relações do homem com Deus e dos homens entre si no quadro mais estrito da vida cotidiana", afirma Oscar Pilagallo, na obra "O sagrado na história: islamismo (2010).
São textos básicos da "Xaria" islâmica:  

"Oferendas de grãos, folhas, bebidas, alimentos e sacrifícios serão depositados no córrego, logo após sua realização é levado por sacerdotes encarregados deste ofício para ser entregue a natureza. Toda a egbé acompanha de costas a saída do cortejo em silêncio reverente, ninguém pronuncia o nome de ninguém durante o ritual, os únicos nomes pronunciados são os dos membros da comunidade já falecidos. E uma forma de pedir a eles que venham receber aquele(a) que partiu e o auxiliem na passagem" (AMARAL, W. G. A morte entre as religiões africanas e afro-brasileiras. In: Jungueira, S.; Santos, R. O. Abordagens da morte na escola...[...], 2019, p. 151-152). 
A citação descreve:

As religiões chinesas têm suas raízes na Antiguidade, com destaque para o Confucionismo e o Taoísmo e mais recentemente, o Budismo, originário da Índia. Essas religiões, embora suas especificidades, são bastante expressivas na China, ao lado de outras religiões, como a Religião Popular Chinesa, o Cristianismo e o Islamismo. Uma das características perenes na Religião  Popular Chinesa é: 

Segundo Mercante, no artigo "Barquinha: religião ayahuasqueira, afro-brasileira ou afro-amazônica? [...], 2015, p. 100-101, "A ayahuasca é uma bebida psicoativa largamente utilizada por diversas etnias em toda a Amazônia e é obtida após o cozimento, por longas horas, de pedaços do cipó "Jagube" (Banisteriopsis caapi) com folhas de "rainha" (Psychotria viridis)". A ayahuasca é uma bebida usada por vários povos originários e está na base ritual de algumas religiões surgidas na Amazônia brasileira. Entre essas religiões pode-se destacar:

Para o cientista e fenomenólogo da religião Mircea Eliade (1992, p.14), "O sagrado sempre se manifesta como uma realidade inteiramente diferente das realidades "naturais", ou seja, diferente das realidades profanas. 
Na visão de Eliade, o sagrado e o profano são categorias: