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Questões para Acompanhamento Terapêutico Escolar – 40h

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Um aluno com diagnóstico de altas habilidades/superdotação, em função de sua capacidade cognitiva superior, invariavelmente apresenta desenvolvimento socioemocional igualmente avançado, não necessitando de mediação para interações sociais ou gerenciamento de frustrações.

No ambiente escolar, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), por ser a legislação específica da educação, prevalece sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de modo que as disposições do ECA sobre direito ao respeito e à dignidade não se aplicam na relação pedagógica.

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Situação hipotética: Para incentivar um aluno a iniciar e completar uma tarefa de cinco minutos, o ATE oferece um adesivo imediatamente após a conclusão. Assertiva: Essa estratégia é um exemplo de reforço negativo, pois retira a obrigação de fazer a tarefa.

O trabalho colaborativo entre o ATE e o professor regente é fundamental para o sucesso da inclusão, envolvendo trocas de informações diárias e alinhamento constante das estratégias pedagógicas e comportamentais a serem aplicadas em sala de aula.

As metas traçadas no Plano Educacional Individualizado (PEI) devem abranger exclusivamente os aspectos do currículo acadêmico que o aluno não consegue acompanhar, sendo as habilidades de comunicação e socialização de responsabilidade da terapia fonoaudiológica e psicológica externa à escola.

A recusa de uma escola em flexibilizar o tempo de prova para um aluno com TDAH, sob a justificativa de manter a isonomia com os demais, pode ser considerada uma barreira atitudinal e uma falha na provisão de adaptações razoáveis, conforme preceitos da Lei Brasileira de Inclusão.

Enquanto a Deficiência Intelectual (DI) é caracterizada por limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido por déficits na comunicação social e padrões restritos de comportamento, podendo ocorrer em qualquer nível de QI. 

Situação hipotética: Ao ser questionado por um familiar sobre o progresso acadêmico do aluno acompanhado, o ATE deve, em nome da colaboração escola-família, fornecer um relatório detalhado de notas e dificuldades, substituindo a devolutiva do professor regente. 

O Acompanhante Terapêutico Escolar (ATE) tem a prerrogativa de alterar o planejamento pedagógico do professor regente e de aplicar avaliações formais de forma independente, caso julgue que as atividades propostas não são adequadas ao aluno que acompanha. 

O direito à educação, assegurado pelo Art. 205 da Constituição Federal, e o princípio do atendimento educacional especializado, previsto no Art. 208, fornecem a base legal que justifica a presença de profissionais de apoio, como o ATE, para viabilizar a inclusão e a permanência de alunos com deficiência no ensino regular.