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Questões do órgão USP

63 questões encontradas · página 3 de 7

Mortimer (2000) propõe a noção de perfil conceitual para analisar a aprendizagem de ciências dos estudantes em sala de aula. Assinale a alternativa que melhor caracteriza a noção de perfil conceitual proposta por Mortimer?

Ao tentar planejar uma sequência de ensino sobre o tema “Alimentação saudável”, um professor começou a registrar as ideias que teve espontaneamente, sem se preocupar a princípio com a ordem das etapas que deveria seguir:

1. Exercícios sobre identificação de aminoácidos e carboidratos a partir de suas fórmulas estruturais;

2. Estudos dos conceitos de carboidratos, proteínas e gorduras;

3. Proposição e debate de um problema social ligado aos hábitos alimentares dos brasileiros;

4. Aplicação dos conceitos científicos aprendidos na resolução do problema social proposto;

5. Dois experimentos investigativos, o primeiro tratando da identificação de amido e proteína em alimentos comuns aos brasileiros; e o segundo sobre a determinação da energia produzida na combustão de alimentos;

6. Pesquisa sobre hábitos alimentares dos brasileiros, abordado aspectos culturais, regionais e econômicos.

De que maneira o professor poderia ordenar as etapas propostas para caracterizar mais adequadamente uma abordagem temática?

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“Para Bakhtin, a construção de sentidos é dialógica por natureza. Isso significa que não podemos analisar as enunciações apenas na perspectiva de quem as produz, mas também na perspectiva do(s) interlocutor(es), esteja(m) ele(s) fisicamente presente(s) ou não […] Outra ideia trazida por Bakhtin, fundamental para a compreensão do processo de significação, é a noção de vozes. Para Bakhtin, essa noção não se refere apenas aos sons emitidos na fala, mas envolve um fenômeno muito mais geral das perspectivas dos sujeitos envolvidos e de suas visões de mundo. […] A construção do entendimento está, portanto, relacionada com as muitas formas como duas ou mais vozes entram em contato”.

MACHADO, 1999, p. 58-59.

De acordo com as ideias bakhtinianas apresentadas por Machado (1999), a significação e a construção de sentidos:  

A realização de estágios supervisionados no ensino de química em escolas de educação básica é uma etapa importante da formação inicial do futuro professor de química, principalmente porque 

“[…] o professor deve descobrir o que o aluno já sabe (sua estrutura cognitiva) e ensiná-lo de acordo. Os conhecimentos e as ideias prévias dos alunos podem facilitar ou dificultar a aprendizagem formal de novos corpos de conhecimentos organizados. […] a assimilação de uma nova ideia ocorre a partir da ancoragem da mesma em conhecimentos que o aluno já tem (subsunçores); neste processo a estrutura cognitiva do aprendiz pode ser modificada, uma vez que novos significados são assimilados, modificando os subsunçores que já possuía”.

MARCONDES; PEIXOTO, 2007. In: ZANON; MALDANER, 2007, p.45. 

Neste trecho, as autoras apresentam parte da teoria de aprendizagem proposta por:  

O estudo detalhado de episódios da história das ciências é uma abordagem didática que deve ser empregada nas aulas de química principalmente porque 

Na realização de um estágio supervisionado numa escola pública, um estagiário apresentou ao professor de Química duas propostas de atividades experimentais que visavam contribuir para a aprendizagem do tema “A importância da água”, proposto pelo professor. Ambas as atividades seriam realizadas em sala de aula por grupos de 4 ou 5 estudantes, em duas aulas com duração de 50 min cada.

A Atividade 1 seria o aquecimento, com uma lamparina a álcool, de uma amostra de 1 L de água do mar. Depois da evaporação completa da água e resfriamento do sistema, os estudantes poderiam pesar os sais obtidos e determinar a salinidade daquela amostra de água.

A Atividade 2 seria a simulação do tratamento de água, a partir de uma amostra de 50 mL de água suja com terra. O estagiário propôs que fossem realizadas as seguintes etapas: cloração com a adição de gotas de solução de água sanitária; floculação com a adição de gotas de soluções de sulfato de alumínio e hidróxido de cálcio; filtração em um filtro montado em garrafa PET com pedra, areia e carvão ativo; teste de pH com uma fita indicadora de pH. 

A respeito da viabilidade experimental no contexto descrito e relevância das atividades propostas pelo estagiário, é correto afirmar: 

“A educação pode ser vista em termos de um contrato social: um acordo implícito entre os membros de uma sociedade para cooperar para alcançar um benefício comum. Um contrato social é mais do que uma negociação, pois reflete normas, compromissos e princípios que apresentam um caráter legislativo formal e que estão culturalmente incorporados. O ponto de partida é uma visão compartilhada dos propósitos públicos da educação. Este contrato consiste nos princípios fundamentais e organizacionais que estruturam os sistemas educacionais, bem como no trabalho distribuído que se realiza para construir, manter e refinar esses princípios.” (grifos no original)
Comissão Internacional sobre os futuros da educação. Reimaginar nossos futuros juntos: um novo contrato social para a educação. Brasília: UNESCO e Fundação SM, 2022, p. xii

Qual alternativa expressa adequadamente o princípio que sustenta o novo contrato social para a educação de acordo com o documento publicado pela UNESCO?

“A questão central é a conquista de uma educação escolar de qualidade para todas as crianças e jovens, capaz de garantir sua permanência na escola e apropriação/produção de conhecimento, tendo como alvo possibilitar-lhes participação na sociedade.”
SOUSA, S. Z. L.; PRIETO, R. G. A Educação Especial. In: OLIVEIRA, Romualdo P., ADRIÃO, Theresa. Organização do ensino no Brasil: níveis e modalidades na Constituição Federal e na LDB. São Paulo: Xamã, 2ª ed., 2007, p. 124

Tendo em vista o direito à educação, a educação especial na perspectiva da educação inclusiva é compreendida como 

A coordenação do trabalho no ambiente educacional efetivada pelo coordenador pedagógico deve “favorecer a tomada de consciência dos professores sobre suas ações e o conhecimento sobre o meio em que atuam e assim promover o desenvolvimento profissional dos professores”.
PLACCO, Vera M.N. Souza, ALMEIDA, Laurinda R. O Coordenador pedagógico e o cotidiano da escola. São Paulo: Edições Loyola, 2003, p. 25

Embora o coordenador pedagógico seja responsável por múltiplas tarefas no ambiente educacional, há atividades que o desviam de sua função, como as expressas a seguir: