Durante uma atividade de escrita espontânea em uma turma de 1º ano, a professora observa que Ana, ao registrar os nomes de figuras apresentadas, escreve “KVO” para “cavalo” e “BNA” para “boneca”, utilizando uma letra para cada sílaba pronunciada e escolhendo letras cujo valor sonoro corresponde a segmentos da sílaba. Ao ser solicitada a escrever “pé”, contudo, a menina acrescenta letras à sua produção e afirma que “com uma letra só não dá para ler”. À luz da psicogênese da língua escrita, de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, como se interpreta a produção de Ana e qual intervenção didática tende a favorecer seu avanço conceitual?
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