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Prova Instituto Legatus - 2026 - Prefeitura de Tanque do Piauí - PI - Professor de Educação Infantil

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Na semana de reuniões com as famílias, a direção de uma pré-escola propõe aplicar “provinhas” bimestrais de prontidão, atribuir notas por criança e reagrupar as turmas por nível de desempenho, argumentando que dados objetivos qualificariam a devolutiva aos responsáveis. A professora contrapõe-se à proposta, invocando a LDB, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e a literatura sobre documentação pedagógica. Considerando o regramento legal e as concepções de avaliação próprios da etapa, qual encaminhamento se mostra correto para a instituição?

Ao reelaborar a proposta pedagógica de um Centro Municipal de Educação Infantil em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular, a equipe docente sistematiza as afirmativas a seguir sobre a estrutura normativa da etapa:

I. A BNCC estabelece seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento — conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se —, que asseguram condições para que as crianças aprendam em situações nas quais desempenham papel ativo.
II. O currículo da etapa organiza-se em cinco campos de experiências, arranjo que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos do patrimônio cultural.
III. Integram os campos de experiências: “O eu, o outro e o nós”; “Corpo, gestos e movimentos”; “Traços, sons, cores e formas”; “Escuta, fala, pensamento e imaginação”; e “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações”.
IV. Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento organizam-se em três grupos por faixa etária, e a síntese das aprendizagens prevista para o final da etapa funciona como prérequisito eliminatório, cuja não consecução fundamenta a retenção da criança antes do ensino fundamental.

Está correto o que se afirma em:

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No período de inserção de bebês na creche, uma professora organiza um acolhimento gradual, com presença inicial dos familiares, uso de objetos de transição e definição de uma profissional de referência estável para cada bebê, sustentando que a segurança afetiva é condição para o explorar e o aprender. Sua proposta apoia-se, entre outros referenciais, na psicogenética de Henri Wallon, para quem a emoção ocupa lugar fundante no desenvolvimento humano e na constituição da pessoa. Sobre as relações entre afetividade, vínculo e aprendizagem na educação infantil, é correto afirmar:

Em momento de estudo coletivo, um grupo de professoras analisa dispositivos da Lei nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) relativos à educação infantil, registrando as afirmativas a seguir:

I. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até cinco anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
II. A avaliação na educação infantil far-se-á mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.
III. A LDB exige, na educação infantil, controle de frequência pela instituição de educação préescolar, com exigência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas.
IV. A educação infantil será organizada com carga horária mínima anual de oitocentas horas, distribuída por um mínimo de duzentos dias de trabalho educacional, com atendimento em jornada parcial de, no mínimo, quatro horas diárias e, em jornada integral, igual ou superior a sete horas diárias.

Está correto o que se afirma em:

Após observar o intenso interesse das crianças por um formigueiro descoberto no pátio, uma professora de turma de cinco anos estrutura, com o grupo, um percurso investigativo: levantamento do que as crianças já sabem e do que desejam descobrir, observações registradas em desenhos, consulta a livros informativos, entrevista com um jardineiro e socialização das descobertas às famílias. Em contraste, outra docente da mesma escola organiza o seu trabalho por temas mensais fixos vinculados ao calendário de datas comemorativas. Considerando a pedagogia de projetos e as formas de organização dos conteúdos na educação infantil, qual análise comparativa se mostra correta? 

Ao assumir a coordenação de uma creche, uma pedagoga encontra a seguinte organização institucional: rotina idêntica para todos os agrupamentos etários, longos períodos de espera coletiva em fila, salas com o mobiliário encostado nas paredes e materiais guardados fora do alcance das crianças, sob a justificativa de segurança e de manutenção da ordem. Considerando a organização do tempo e dos espaços como elementos constitutivos do currículo e como expressão do projeto educativo na educação infantil, é correto afirmar:

Uma professora de pré-escola lê diariamente para a sua turma, com o livro à vista das crianças, escolhendo obras de reconhecida qualidade literária e sem simplificar o texto; após a leitura, promove conversas apreciativas sobre os efeitos da história, as ilustrações e as hipóteses levantadas pelo grupo. A coordenação questiona a “produtividade” da prática e sugere que cada leitura seja seguida de desenho dirigido, ficha de compreensão e extração da “moral da história”. Considerando a formação do comportamento leitor e a função da literatura na primeira infância, qual avaliação dessa controvérsia pedagógica se mostra correta? 

No canto da casinha, um grupo de crianças de quatro anos organiza uma “consulta médica”: uma criança que habitualmente apresenta dificuldade de esperar a sua vez permanece sentada, aguardando ser chamada pela “doutora”, porque, segundo explica, “paciente espera na fila”. A cena ilustra teses centrais de Vygotsky sobre o brincar de papéis sociais na idade pré-escolar e sobre a relação entre imaginação e conduta. Considerando o lugar do simbolismo, da situação imaginária e das regras na brincadeira de faz-de-conta, qual análise expressa adequadamente a contribuição desse autor para a compreensão do episódio descrito? 

Uma equipe de professoras de pré-escola discute o planejamento das experiências com a linguagem escrita e com a matemática no cotidiano das turmas de quatro e cinco anos, à luz da Base Nacional Comum Curricular e da literatura sobre letramento na infância. No debate, foram registradas as seguintes afirmativas:

I. A escrita deve ingressar na rotina por meio de práticas sociais reais — listas de compras da culinária, crachás, bilhetes às famílias e legendas de fotografias —, nas quais as crianças presenciam e experimentam usos e funções da língua escrita.
II. O percurso mais produtivo para a apropriação da escrita na pré-escola é o treino grafomotor sequenciado, com famílias silábicas e cópia de traçados pontilhados, que asseguram a prontidão necessária ao ensino fundamental.
III. Jogos de percurso, votações com registro de quantidades, calendário, distribuição de materiais e receitas culinárias configuram contextos legítimos para a construção de noções matemáticas articuladas às práticas sociais.
IV. Compete à pré-escola antecipar formalmente o processo de alfabetização, garantindo que as crianças concluam a etapa lendo e escrevendo convencionalmente, como requisito para o ingresso no ensino fundamental.

Após a análise das proposições, é correto o que se afirma em: 

Enquanto monta um quebra-cabeça desafiador, uma criança de cinco anos fala consigo mesma: “essa não... a azul vai aqui... cadê a pontinha?”. A auxiliar da turma sugere pedir silêncio, por entender que a fala em voz alta atrapalha a concentração e denota imaturidade. A professora, apoiada na obra Pensamento e Linguagem, discorda e sustenta que essa verbalização deve ser acolhida e até favorecida nas situações de resolução de problemas. Considerando a polêmica clássica entre Piaget e Vygotsky acerca da fala egocêntrica, qual interpretação fundamenta corretamente a posição assumida pela professora, na perspectiva vygotskiana?